sábado, 3 de agosto de 2013

Agonia

O fardo que carregas agora
Não é nada perante o que está por vir.
Estarás na sofrível lida para tirar a nódoa
Do esfregaço criado pelo vinho derramado.

O que desejas que eu te dê agora?
O esquecimento, a dor em que agonizei...
A saudade desgarrada...
Não, dar-te-ei a verdade mais temida.

Dou-te a liberdade e o que ela oferece,
A natureza rústica
O cheiro das flores do agreste
A esperança mórbida da vida terrestre.

Tens tudo nas mãos para delinear a tua história
E quem sabe achar a mais nobre pepita
Que rola nas águas esquecidas.

E o que a mais te dou para te consolares?
O bálsamo das palavras agastadas
Que com elas curei as minhas feridas.

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