terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mulher (para Beth)

Como é linda a mulher que passa
Passa todos os dias na mesma rua
Alta esquia e límpida
Brilhante como a lua.

Meu Deus! Quem é a mulher que passa?
Num balançar singular de cintura
Que o meu olhar se distrai
E o meu compromisso descontinua.

Que desejo ardente que tenho
E não posso fraquejar
Será que alguém sabe me informar
Quantas primaveras já se passaram por ela?

Procurei saber um pouco mais
E alguém confiante e clarividente, disse-me,
E mulher da mais pura desenvoltura.

Não caia nessa, amigo,
É mulher dos anos cinquenta que desfruta
Da inteligência, beleza e plenitude infindas.

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