quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O último ato

Vejo-te lindo, sorridente, reluzente
todo contente, arranjado em cor
não carece de tabaco, ficou casto
bebe do bom licor

Mas, que derrota à devotada
com o lume apagado
vagando em meio ao nada
lesa, fria, em noites de calor

É tão passageira a felicidade
murcha a flor da vaidade
traga a cachaça, do pulmão sai a fumaça
companheiros do sofredor

A abestada arrefecida
dedicada conselheira
acariciará a tua pálida beleza
adornada, coroada em flor

Terás noite de brilho
mar em calmaria
o lume acenderá a mais bela fogueira
ao nobre Viking? Penhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escreva o seu comentário aqui.